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6 de fev. de 2020

PAIXÃO-AMOROSA É TEMA DE CURSO GRATUITO EM SP

PAIXÃO-AMOROSA É TEMA DE
CURSO GRATUITO EM SP

No curso gratuito “O tempo da delicadeza: o Amor na Filosofia, no Cinema e na Literatura”, que acontece na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em SP, Brunno Almeida Maia, pesquisador em filosofia pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), analisa o conceito de paixão-amorosa na tradição filosófica e literária, num diálogo com filmes de cineastas como Claude Chabrol, Pier Paolo Pasolini, Gabriel Axel, VolkerSchlöndorff, François Truffaut, ÉricRohmer, Spike Jonzee Krzysztof Kieslowski.



No ano de 1927, no LE SOIR de Paris, o poeta surrealista Robert Desnos – o “Sonhador Acordado” – assim escrevia sobre a relação entre o cinema e o amor: “(...) pois se o amor é sempre livre, nem por isso o desejo se torna menos dramático. É no cinema que o desejo amoroso está mais impregnado do patético e da poesia. (...) Sob vossa égide, graças às trevas, mãos estreitam-se e bocas se unem e isso é perfeitamente moral. Esse amores da sombra fazem honra ao século”.
Assim, desde as origens da filosofia grega, da literatura trovadoresca ou do romantismo do século XIX, até “as belas que choram” do cinema de 1920, e as divas do pós-guerra, a paixão-amorosa ocupa a constituição do imaginário coletivo ocidental. Para analisar essas relações, diálogos e tensões, Brunno Almeida Maiapesquisador em filosofia pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), ministra, entre os dias 06 de fevereiro a 26 de março de 2020, sempre às quintas-feiras, das 18h30 às 21h30, o curso gratuito “O tempo da delicadeza: o Amor na Filosofia, no Cinema e na Literatura”. Com inscrições on-line abertas até o dia 31 de janeiro, sexta-feira, a atividade integra o recente projeto de CineClube da Oficina Cultural Oswald de Andrade, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.
O tempo da delicadeza: o Amor na Filosofia, no Cinema e na Literatura, tem como objetivo pesquisar, expor e discutir os conceitos de paixão e amor, partindo da nossa realidade presente no contexto do capitalismo neoliberal, num diálogo com autores da tradição filosófica, literária, sociológica e histórica, como Marcel Proust, Walter Benjamin, Theodor Adorno, Max Horkheimer, Michel Foucault, Gilles Deleuze, Nicolas Grimaldi, Erich Fromm, Simon May, Estela Ocampo, Byung-ChulHan, Platão, Aristóteles, Michel de Montaigne, Freud, Georges Bataille, mas, também, com as diversas concepções na filosofia judaica, cristã, nos escritos dos trovadores da Idade Média e no Renascimento.
Num segundo momento, a reflexão teórica se alarga pela exibição de filmes clássicos e contemporâneos sobre o tema, a partir de filmografia composta por cineastas como Claude Chabrol, Pier Paolo Pasolini, Gabriel Axel, Volker Schlöndorff, François Truffaut, Éric Rohmer, Spike Jonze, John Cameron Mitchell e Krzysztof Kieslowski.
No passado, e até os autores românticos do século XIX, a arte de filosofar era inseparável da meditação sobre o Amor: pensemos na dialética ascendente platônica, o amor como amizade (philia) em Aristóteles, o amor como desejo sexual em Lucrécio e Ovídio, o amour de soi de Rousseau, o amor contra a servidão voluntária em Montaigne, o amor fati em Nietzsche, o amor nos tempos do capitalismo moderno em Walter Benjamin, o amor como contaminador do espaço público em Hannah Arendt, a possibilidade de plenitude no amor na velhice em Erich Fromm, e o amor após Auschwitz em Adorno, tecem toda uma tradição sobre as diversas potências do amor na vida do espírito. Entrava-se na filosofia por Eros, pela corporeidade, pelas paixões e vícios, mas nelas não se permaneciam. No contemporâneo, no atual estágio do capitalismo moderno, de ordem neoliberal, falar sobre o Amor tornou-se privilégio para especialistas comportamentais, passando pelas áreas da medicina, aos psicólogos, psicanalistas, autores de best-sellers de auto-ajuda, videntes e astrólogos. No lugar de uma Ars Erotica do passado, temos uma pedagogia sexual, aquilo que Foucault chamou sabiamente de uma Scientia Sexualis. Teria o Amor, em nossas sociedades, se tornado um tabu? Se a tradição filosófica se iniciou com o tema, e ela é inseparável da reflexão sobre o sentido da cultura, e se hoje ele, o tema do Amor, está em vias de desaparecimento, assistimos um próprio declínio da vida do espírito, de certa cultura e um modo de filosofar?”, reflete o pesquisador em filosofia pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e ministrante do curso, Brunno Almeida Maia; no ano de 2018, Almeida Maia foi um dos pesquisadores residentes do NECMIS – Núcleo de Estudos Contemporâneos do Museu da Imagem e do Som, em SP, no qual realizou um filme-documentário intitulado “Talvez num tempo da delicadeza: o Amor no contemporâneo”, com a participação de nomes como Luiz Felipe Pondé, Amara Moira, Christian Dunker, Eduino Orione, Luciana Chaui-Berlinck, o Rabino Michel Schlesinger e a filósofa Olgária Matos.
Para se inscrever no curso “O tempo da delicadeza: o Amor na Filosofia, no Cinema e na Literatura”, que acontecegratuitamente entre os dias 06 de fevereiro a 26 de março de 2020, todas as quintas-feiras, das 18h30 às 21h30, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, do programa Oficinas Culturais, gerenciado pela Poiesis e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, basta acessar o link: https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/c87ee42d00306dcb6264ceda372b8a47.
A inscrição prévia no curso é válida somente para aqueles que desejam cursar as 08 (oito) aulas, e, ao final, receber o certificado de conclusão. Para os que desejam assistir as aulas e os filmes avulsos, retirar senhas que serão distribuídas 15 (quinze) minutos antes (18h30) do início da atividade.
Para conferir o cronograma, o conteúdo programático dos encontros e a lista de filmes que serão exibidos, basta acessar: https://oficinasculturais.org.br/atividade/curso-o-tempo-da-delicadeza-o-amor-na-filosofia-no-cinema-e-na-literatura/
        
SOBRE O MINISTRANTE
BRUNNO ALMEIDA MAIA: Pesquisador em Filosofia pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), no ano de 2018 foi pesquisador residente do NECMIS (Núcleo de Estudos Contemporâneos do MIS – Museu da Imagem e Som), com a pesquisa “Talvez num tempo da delicadeza: o amor no contemporâneo”, que resultou num filme-documentário. É professor convidado da Escola de Comunicação e Arte (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), do SENAC Lapa, da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) e do Centro Universitário Belas Artes. Já ministrou aulas sobre a relação entre a literatura e a moda em espaços como Fundação Ema Klabin, Adelina Instituto Cultural, Oficinas Culturais Oswald de Andrade, Oficina Cultural Casa Mário de Andrade, Sesc Consolação, Sesc Pompéia, Sesc Ipiranga, CPF – Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, Sesc Jundiaí, Sesc 24 de maio, Sesc Belenzinho, Casa da Palavra Mário Quintana, em Santo André (SP), Oficina Cultural Hilda Hilst, em Campinas (SP), Galera AMDO, em Belo Horizonte (MG), Biblioteca Mário de Andrade, Fábricas de Cultura, Biblioteca Pública Pedro Nava, Escola São Paulo. É autor do livro “O Teatro de Brunno Almeida Maia” (Editora Giostri, 2014). Também assina capítulo sobre a relação entre a literatura e a moda no romance Lucíola (1862) de José de Alencar no livro “Moda Vestimenta Corpo” (Editora Estação das Letras e Cores, 2015), e é um dos autores da antologia “São Paulo em Palavras” (Editora Aquarela Brasileira, 2017). Foi facilitador pedagógico do módulo I de formação em Cidadania e Direitos Humanos do Programa “Transcidadania”, uma iniciativa da Prefeitura Municipal de São Paulo, com a CADS (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual) e Centro de Cidadania LGBT SP. Atualmente trabalha em seu próximo livro, de gênero ensaístico, “Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo” (Editora Cosmos, no prelo).

SOBRE A OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

A Oficina Cultural Oswald de Andrade realiza atividades na formação e difusão cultural em diferentes linguagens artísticas. As atividades são gratuitas e no formato de oficinas, workshops, núcleos de estudos, seminários, residências artísticas, intercâmbios, apresentações cênicas, exposições, entre outros. Em seus 30 anos de existência, passaram pela Oficina grandes nomes como Quentin Taratino, Klauss Vianna, Nuno Ramos, além de importantes companhias nacionais e internacionais como Théâtre du Soleil, The Work Center of Jerzy Grotowski, e Thomas Richards e Teatro da Vertigem.
Em 2015, a Oficina foi indicada ao Prêmio Shell na categoria Inovação “pela ampliação e renovação no acolhimento de projetos de artes cênicas, com a plena ocupação de seu espaço por grupos e companhias de teatro, com uma ousada agenda cultural que potencializa a revitalização do bairro do Bom Retiro”. Em 2019, também ganhou o Prêmio APCA como a Melhor programação de dança na categoria Projeto/Programa/Difusão/Memória. Oficinas Culturais é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, que atua, desde 1986, na formação e na vivência da população no campo de cultura. O Programa é administrado pela organização social Poiesis.
SOBRE A POIESIS
A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

SERVIÇO

CURSO E CINECLUBE: “O tempo da delicadeza: o Amor na Filosofia, no Cinema e na Literatura”, com Brunno Almeida Maia

Área: Cinema e Literatura.

Data: 06/02 a 26/03/2020 –quintas-feiras.
Horário: das 18h30 às 21h30.
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – São Paulo – SP. 
Endereço: Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - CEP: 01123-001 - São Paulo – SP.
Telefones: (11) 3222-2662 / 3221-4704/ 3221 5558/ 3222 9574/3222 4683
Funcionamento: Segunda a sexta das 9h às 22h e aos sábados das 10h às 18h.
Gratuito.
30 vagas.
Público: Estudantes, pesquisadores e interessados em áreas como ciências humanas, cinema e literatura.

Inscrições até 31/01/2020, para aqueles que desejam cursar as 08 (oito) aulas, e, ao final, receber o certificado de conclusão, pelo:www.oficinasculturais.org.br

*Atenção: Como parte da programação do CineClube Oswald de Andrade, todos os encontros terão senhas distribuídas ao público em geral 15 (quinze) minutos antes (18h30), gratuitamente.

Classificação: a partir de 18 anos.

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