2 de dez. de 2021

Experimento da peça Carne Viva, de Luh Maza, produzido pelo Teatro Kaus

 TEATRO KAUS ESTREIA ONLINE EXPERIMENTO DA PEÇA CARNE VIVADE LUH MAZA, NA OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

 

Trabalho, que tem direção de Reginaldo Nascimento e traz a atriz Amália Pereira no elenco, faz parte das contrapartidas do Prêmio Maria Alice Vergueiro. Texto inédito no Brasil, monólogo fala sobre a violência doméstica contra as mulheres e será apresentado online

 

Teatro Kaus estreia online o experimento da peça CARNE VIVA, da dramaturga Luh Maza, no dia 3 de dezembro, sexta-feira, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, por meio do Youtube das Oficinas Culturais do Estado de SP. Com direção Reginaldo Nascimento e a atriz Amália Pereira no elenco, o monólogo fala sobre a violência doméstica contra as mulheres. As apresentações virtuais são gratuitas e fazem parte das contrapartidas da Lei Aldir Blanc na Cidade de São Paulo, Prêmio Maria Alice Vergueiromódulo 1, para manutenção das atividades do grupo.

 

Escrito em 2003, o monólogo Carne Viva aborda de maneira poética a história de opressão das mulheres. A peça apresenta como personagem Uma Mulher que ao se deparar com mais uma tarefa doméstica: cortar bifes e preparar uma refeição, entra em um transe espiritual. A obra parte de um imaginário feminino histórico, de condição matrimonial, e tenta percorrer caminhos para entender como o feminino se debate com a sociedade patriarcal.

 

“A nossa pesquisa sobre o texto Carne Viva teve início em junho de 2019, quando começaram as primeiras leituras e estudos. Com a chegada da pandemia, em 2020, o processo passou a ser desenvolvido de maneira mais espaçada. O presente resultado online é fruto da nossa investigação e experimentações em cima do texto, durante os quase dois de imersão sobre a peça, e uma maneira de mostrar o trabalho, que devido a pandemia, não pode estrear presencialmente”, afirma a atriz Amália Pereira.

 

Em CARNE VIVA Uma Mulher surge como uma figura que se revolta contra a domesticação pelo patriarcado, de forma ordinária: a insurreição de uma dona-de-casa contra o estereótipo de agressor doméstico. A situação ganha ares espetaculares por ela delirar-se um Jesus Cristo, o Deus masculino de nossa sociedade. Em uma ação contínua de cortar um pedaço de maminha em bifes para seu marido, revisita episódios de sua vida em meio a carne e sangue.

 

“Foi um longo processo, no qual o trabalho esteve focado em explicitar a voz feminina, a voz da atriz, o grito de tantas mulheres que sofrem violência, aumentada ainda mais na Pandemia. Trabalhar um monólogo é sempre difícil, fazer com que a intérprete seja o centro da cena, que sua voz e seu corpo estejam disponíveis e tragam sua verdade em dizer cada palavra do texto. Fazer com que a história por ela contada a atravesse, e os espectadores que acompanham o relato”, declara o diretor Reginaldo Nascimento.

 

“As sessões online não têm a mesma potência de um encontro presencial, porém, poder levar essa história a diversos pontos conectados pela rede é mais uma possibilidade de ampliar as discussões sobre a violência contra as mulheres”, finaliza o diretor. O Experimento Carne Viva tem captação de vídeo, edição, finalização e trilha sonora de Reginaldo Nascimento, que divide a direção de arte com Amália Pereira, que é a responsável pelo figurino.

 

Para Roteiro

EXPERIMENTO CARNE VIVA – Estreia dia 3 de dezembro de 2021, sexta-feira, às 20h. Texto: Luh MazaDireção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Amália Pereira. Duração: 70 minutos. Gênero: Drama. Recomendação: 18 anos. Ingressos: Gratuitos. Sextas a domingos. Até 19 de dezembro. 

 

OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

Dias 3, 4, 5, 10, 11, 12, 17, 18 e 19 de dezembro. Temporadas disponíveis para assistir nestes finais de semana, de sexta-feira a partir das 20h até o domingo.

Plataforma: YouTube.

https://www.youtube.com/OFICINASCULTURAISDOESTADODESAOPAULO

 

Luh Maza: É dramaturga, diretora e atriz. É autora de mais de 10 peças teatrais encenadas no Rio de Janeiro, São Paulo e em Portugal. Destacam-se “Restos”, no Centro de Referência da Dramaturgia Contemporânea do Rio de Janeiro; “A Memória dos Meninos”, no Centro Cultural São Paulo; e “Carne Viva”, no Fórum Municipal Luísa Todi em Setúbal, Portugal - todas sob sua direção. Sua dramaturgia já foi publicada na coleção Primeiras Obras (Imprensa Oficial), finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2010; no livro "Teatro" (Chiado Editora), lançado em países da Europa e África; e na antologia "Dramaturgia Negra" (Funarte). Seu espetáculo teatral mais recente é “Transtopia”, criado a convite do Theatro Municipal de São Paulo. Roteirizou o curta metragem “35”, dirigido por Del, que recebeu o troféu de bronze de Melhor Roteiro no Festival El Ojo de Iberoamerica, na Argentina; o Inclusive and Creative Awards Campaign, nos Estados Unidos; e o top 5 no Berlin Commercial, na Alemanha. Escreveu para a quarta temporada da série de televisão “Sessão de Terapia” com direção de Selton Mello para o Globoplay e GNT. Por este trabalho foi indicada a Roteirista do Ano do Prêmio ABRA 2020. Escreveu ainda séries inéditas com direção de José Henrique Fonseca, Luis Lomenha e Vicente Amorim para Globoplay, Netflix e HBO Max. Atualmente é chefe da equipe de roteiro de série com direção de Heitor Dhalia para a HBO Max.

 

Reginaldo Nascimento: Ator e diretor teatral, fundou o Teatro Kaus Cia Experimental em 1998. Mestrando em Artes Cênicas na Unesp-SP. Desde 1993 se dedica especificamente a direção teatral e a pesquisa do teatro de grupo, tendo assinado a direção de mais de 20 espetáculos entre eles: Contrarrevolução, de Esteve Soler; Hysterica Passio e O Casal Palavrakis; ambos de Angélica Liddell; O Grande Cerimonial, de Fernando Arrabal; Infiéis, de Marco Antonio de la Parra; A Revolta, de Santiago Serrano; El Chingo, de Edílio Peña; Pigmaleoa, de Millôr Fernandes; Cala a Boca Já Morreu, de Luís Alberto de Abreu; A Boa, de Aimar Labaki; Vereda da Salvação, de Jorge Andrade; Homens de Papel e Oração para um pé de chinelo, ambas de Plínio Marcos. Organizou e editou os livros Cadernos do Kaus 1º O Teatro na América Latina, publicado no projeto Fronteiras, em 2007, contemplado pelo Programa de Fomento, em 2006; e Cadernos do Kaus 3º Teatro Kaus, Da América Latina à Espanha, 10 anos de dramaturgia hispânica, publicado no projeto de mesmo nome em 2018, contemplado pela 30ª Edição do Programa de Fomento, em 2017, e a revista Cadernos do Kaus 2º Hysterica Passio, publicada no projeto de mesmo nome em 2016, contemplada com o Prêmio Zé Renato de Teatro, em 2015. Em agosto de 2009, idealizou e executou juntamente com o Grupo Kaus e em parceria com o Instituto Cervantes a Mesa de Debates Um Certo Arrabal, evento que trouxe a São Paulo o dramaturgo espanhol Fernando Arrabal.

 

Teatro Kaus Cia Experimental: O Teatro Kaus Cia Experimentalestá radicado a cidade de em São Paulo desde outubro de 2001, e foi criado em dezembro de 1998, em São José dos Campos, SP, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças Contrarrevolução (2018), de Esteve Soler; Hysterica Passio (2015/2017) e O Casal Palavrakis (2012/2014), ambas de Angélica Liddell; O Grande Cerimonialde Fernando Arrabal (2010/2011); A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007); El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007); Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009); Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos (2002). Participou em julho de 2007 do XVIII Temporales Internacionales de Teatro, em Puerto Montt e da Lluvia de Teatro de Valdivia, ambas no Chile, apresentando a peça A Revolta. Em novembro de 2007, lançou o livro Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras – O Teatro na América Latina, realizado pelo grupo durante os anos de 2006 e 2007, beneficiado pela 9ª edição do programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. No final de 2015 foi contemplada pela 3ª edição do Prêmio Zé Renato para circulação da peça Hysterica Passio e lançamento de uma revista do mesmo nome, com o texto da peça. Em abril de 2017, foi contemplado pela 30ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, com o Projeto Teatro Kaus – Da América Latina à Espanha – Dez anos de dramaturgia hispânica, para manutenção da pesquisa da Cia e lançamento de mais um livro do mesmo título.

 


 

Oficina Cultural Oswald de Andrade

Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo

Telefone: (11) 3222-2662 | E-mail: oswalddeandrade@oficinasculturais.org.br
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira das 10h às 21h00, aos sábados das 11h às 18h. Pessoas que desejam visitar exposições e grupos artísticos que precisam ocupar espaços para ensaios devem agendar antecipadamente pelo site, onde também encontram informações sobre as medidas sanitárias para combater a proliferação de Covid-19; ou agendar pelo WhatsApp (11) 94343-9338

Acessibilidade: rampa de acesso para cadeirantes.

Programação gratuita. Parte da agenda é mantida de forma virtual - Saiba mais no hotsite +Cultura. Para conferir o que está disponível presencialmente, acesse o site do programa Oficinas Culturais

SOBRE O PROGRAMA OFICINAS CULTURAIS

Como uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo desde 1986, e gerenciado pela POIESIS – Organização Social de Cultura, o Programa Oficinas Culturais promove formação e vivência à população no campo da cultura.  O programa dialoga com o interior por meio de dois festivais (FLI – Festival Literário e MIA – Festival de Música Instrumental), Ciclos de Gestão Cultural, Ciclos de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade, Programa Qualificação em Artes (qualificação artística de 60 grupos, entre teatro e dança), o Programa de Formação no Interior e ações dedicadas à pesquisa e à experimentação nas diversas linguagens artísticas, a partir da relação direta com 360 municípios, em mais de 600 atividades de formação. Além disso, na cidade de São Paulo, o programa realiza atividades de formação e difusão em três espaços:  Oficina Cultural Oswald de Andrade (Bom Retiro), Oficina Cultural Alfredo Volpi (Itaquera) e Oficina Cultural Maestro Juan Serrano (Taipas).

SOBRE A POIESIS

A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

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