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Colunista | Luan Silva
Desejo de Matar (2018) - Crítica
"Seu último cliente"
 
O longa dirigido pelo Eli Roth lançou em março nos EUA e agora em maio no Brasil, uma época bem movimentada e intensa pra ser lançado, pois é ano de eleição e infelizmente estamos na geração "palavras machucam".
 
Death Wish (2018) é um remake do clássico setentista estrelado pelo "testosterona" Charles Bronson e nos brinda com o que fez o clássico ser aclamado, amado e render 4 sequências: violência, frases de efeito e criminosos morrendo sem dó e nem piedade.
 
As atuações no geral são ótimas, mas o destaque com certeza vai para o Bruce Willis interpretando o médico e justiceiro Paul Kersey. Temos que admitir que o ator é ótimo para papeis do tipo "não deviam ter mexido com minha família", pois desde 1988 nos presenteia com atuações brutais e carismáticas de "Duro de Matar", e aqui o mesmo não faz feio. Cru, brutal de maneira implícita e seco, o que era pra ser algo simples e cansativo se torna incrível e memorável, graças a direção do bruto Eli Roth, cineasta viciado em violência e sem medo de mostrar o que precisa... e o que quer.
 
Muitos criticam o filme por ser praticamente um ode à justiça com as próprias mãos, violência contra minorias e coisas do tipo, e é exatamente isso que espanta, a quantidade de gente defendendo criminosos e as regalias que os direitos humanos oferecem. O filme tem culhões pra ser extremamente parcial e não dar tempo para o espectador se questionar, pois durante anos e anos os mesmos tiveram oportunidade e nunca enxergar os erros e "burrices" que ocorrem no decorrer da vida.
 
A fotografia é ótima e a mixagem de áudio é espetacular, fazendo com que as pessoas sintam uma imersão eficiente, porém, existe uma pequena quebra de tom que acaba sendo o maior e talvez o único ponto negativo do longa, que é a sequência de transformação do "cara bonzinho" para o "vingador de Chicago". O filme começa tenso, cruel, questionador e com trilhas leves e sinistras dando uma atmosfera mórbida, e do nada, passa de tudo isso pra um treinamento de tiro com AC/DC de fundo, que sim, é uma excelente banda pro tema, mas não para aquele exato momento. Isso tira o peso emocional que estava sendo proposto, mas sinceramente, não é algo grave. Dessa parte pro fim o filme tem um rumo divertido e satisfatório, deixando o espectador vibrando com o protagonista após cada ato.
 
Death Wish (2018) é um excelente remake infelizmente criticado por ser parcialmente direitista conservador, com vários textos espalhados sem argumentos só para tentar queimar a qualidade do filme e fortalecer o pensamento esquerdista moderno. Vale o ingresso, e vale também revisitar o clássico de 1974.
 

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