Vida Sana

1 de ago de 2018

Virgens Acorrentadas (2018) - Crítica

Definitivamente não é mesmo...

Virgens Acorrentadas é um filme de terror estadunidense dirigido pelo brasileiro Paulo Biscaia Filho e se trata de um grupo de jovens fãs de terror em busca do consenso e dinheiro para dirigir uma obra do gênero, mas muitas coisas impedem, o que resulta em um roteiro porco concluído pelos mesmos e atuações corriqueiras. A ideia é fazer um filme de torture porn chamado "Virgens Acorrentadas", mas tem um grande porém... Parece que alguém do grupo de fato possui interesse em violência real.

Os atores são fracos, mas da pra entender devido o baixo orçamento, mas é estranho, pois nem tentativa de algo coerente e produtivo é reparado durante os quase 90 minutos de longa. Isso não atrapalharia tanto se pelo menos o roteiro desse brecha pra diálogos tensos e momentos violentos por natureza, não te comprando por saudosismo de slashers e torture porns das antigas, mas nem nisso se salva.

Ezekiel Z. Swinford e Kelsey Pribiski interpretam os protagonistas. Ezekiel é Shane, o diretor, e Kelsey é Chloé, sua namorada roteirista, e os dois não possuem currículos interessantes no mundo do cinema, então da pra entender o grande amadorismo, e além de tudo, é um filme "trash". Uma coisa pelo menos é notável: os atores realmente curtem o gênero.

Nem só de defeitos vive o filme, mas também de algo interessante, que é a ideia e ousadia. Hoje em dia estamos praticamente em uma geração mimimi onde tudo machuca, tudo é machismo, homofobia e blá blá blá, e de repente pum... temos um trash dirigido por um brasileiro que se trata de um torture porn sádico e repleto de humor negro. Obviamente algo do tema nunca ganharia o espaço merecido nas telonas e na mídia, mas a ousadia mantém a cena viva.

Se for assistir, tenha em mente que é uma produção independente e fraca, mas que honra a cena pela ousadia. Esqueça problemas de roteiro, atuação e fotografia e talvez você se divirta com a violência e humor negro.

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