Vida Sana

21 de nov de 2018

Peça sobre o fim do mundo é encenada em Tokyo, no centro de SP


Um andar inteiro num edifício tombado de nove andares, no centro da cidade de São Paulo, será o cenário do espetáculo “Udumbara”, da dramaturga e diretora paulistana Lígia Souto. A peça, que esmiúça as angústias e incertezas dos cinco personagens frente aos primeiros sinais do fim do mundo, tem estreia marcada para 24 de novembro, às 21 horas e ocupará o primeiro andar do edifício Tokyo, na Rua Major Sertório, 110, na região da República.

O texto tem como ponto de partida a milenar lenda de Udumbara - uma flor rara que nasce aproximadamente a cada três mil anos para anunciar ao mundo que é chegada a hora de sua transformação. Na trama, um antigo conto escrito por uma das personagens serve de alimento às contradições de seus amigos, que aguardam pelo fim. Confinados em um apartamento, buscam amparo mútuo e oscilam entre a resignação cega e a desorientação eufórica trazida pela atmosfera anárquica do tempo.
Para a encenação, a diretora convidou atores da Comigo Ninguém Pode, companhia formada em 2017 e que vem realizando trabalhos em diversas áreas artísticas, como audiovisual, teatro e música.
Sobre a realização do espetáculo no improvável ambiente de uma balada, o Tokyo SP - uma casa noturna que abriga entre seus nove andares pista de dança, restaurante e karaokês -, a autora ressalta os efeitos da modernidade retratada no texto: “A ideia é levar o teatro para um espaço não convencional, sair da bolha. Deixar o teatro respirar e lembrar as pessoas que ele ainda vive”, diz. “Numa cidade como São Paulo, onde casas e praças dão lugar a arranha-céus cada vez mais altos com espaços cada vez menores, acredito que o teatro tem de conversar com o público na linguagem da cidade. Encontrar espaço para promover o encontro, o que tem sido cada vez mais raro, é uma forma, ao mesmo tempo, de resistência e de amor pela arte.”
O espetáculo estará em cartaz até dia 16/12, com apresentações aos sábados, às 21 horas, e domingos, às 20 horas.  
  


SERVIÇO
“Udumbara”
De 24/11 a 16/12
Sábados às 21h; domingos às 20h
Tokyo 
Rua Major Sertório, 110, 1º andar
É necessário fazer reserva pelo e-mail flordofimdomundo@gmail.com ou pela página do Facebook (facebook.com/flordofimdomundo). 

A equipe confirmará a reserva e os nomes constarão numa lista que será conferida no momento da apresentação. Chegar com 30min de antecedência.
Ingressos: 
R$ 30 (inteira)
R$ 15 (meia) – estudantes com carteirinha; pessoas com mais de 60 anos
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
DURAÇÃO: 60 minutos
Para mais informações, envie um e-mail para flordofimdomundo@gmail.com ou mensagem para a página do Facebook facebook.com/flordofimdomundo.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e direçãoLígia Souto
ElencoVictoria Cavalcante, Thaís Telles, Suka Barros, Matheus Henrique Campos e Guilherme Ciccotelli
IluminaçãoRicardo Barbosa
SonoplastiaDaniele Dantas
DramaturgismoThaísa Gazelli
ComunicaçãoThaïs Souto

 A autora

LÍGIA SOUTO é atriz e dramaturga. Em 2015 iniciou os estudos em Dramaturgia na SP Escola de Teatro, orientada por Marici Salomão e Alessandro Toller, onde formou-se dramaturga. É autora dos textos teatrais Sozinhos (você sabe que eu te amo) (2015); BREU (2016); Três Palmas (2016); Cinema Jenin (2018) e Udumbara (2018). Foi co-criadora e roteirista da série televisiva BOTO (2017), contemplada no edital nacional PRODAV/2015, produzida e rodada no primeiro semestre de 2017 pela produtora Artrupe. Em Novembro de 2018 entra em cartaz com a peça Udumbara, de sua autoria e direção, em parceria com a Cia. Comigo Ninguém Pode, no edifício Tokyo, em São Paulo.
Atuou nas peças O Homem Imortal (Dir. Marcelo Marcus Fonseca, Teatro Nair Belo, 2014); A Vida É Sonho (Dir. Sérgio Ferrara, Teatro Nair Belo, 2015); Sozinhos (você sabe que eu te amo) (Dir. Flavia Mian, Festival Satyrianas, 2015); Entre o Corredor e a Sala de Estar (Dir. Pamella Martelli, Casa Odara, 2015 e 2016); O Santo Dialético (Dir. Marcelo Marcus Fonseca, Teatro do Incêndio, 2016) e Papel de Parede (Dir. Thaísa Gazelli, Festival Satyrianas, 2018). 

A Companhia
A Cia Comigo Ninguém Pode surge com um grupo de amigos estudantes de teatro. O nome faz referência à planta Aningapará, popularmente conhecida como Comigo-Ninguém-Pode, que carrega propriedades místicas capazes de afastar o mal e energias negativas. 
Inicialmente, a sede da experimentação por novas maneiras de fazer teatro leva o grupo à encontros semanais na laje do centro cultural Casa Barco, localizado na Pompéia, região com fortes influências artísticas e musicais.
Em 2018, à convite da diretora Lígia Souto, o grupo parte para seu primeiro espetáculo teatral Udumbara. A Cia é formada por Bia Sabiá, Guilherme Ciccotelli, Luciana Fernandes, Matheus Campos, Thais Telles e Victória Cavalcante.

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