Vida Sana

10 de abr de 2019

Livro CATARSE



Sinopse

CRÍTICA AO LIVRO “CATARSE”, DE EVAN DO CARMO
O livro CATARSE, do veterano poeta paraibano Evan do Carmo, é uma obra indispensável na biblioteca de todo leitor amante da poesia.
A sua qualidade já se prenuncia no excelente prefácio de autoria do talentoso poeta e psicólogo Alufa-Licuta Oxoronga, que sacia a sua fome poética degustando as receitas sofisticadas e exóticas do “Chef” Evan, como análoga e metaforicamente sentiu os belos versos do autor.
Assim como a sombra do viajante de Nietzsche, autor que Evan tanto admira, a sua alma é poeta e filósofa, esparramando os seus ecléticos e sensíveis poemas nas páginas receptivas de CATARSE e nos embevecendo com a profundidade de cada um deles.
Observa-se em sua obra a dicotomia entre a esperança e a desesperança, que fica bem patente no belo “soneto do amor improvável”, de influência claramente VINICIANA, em “desespero e desesperança” e em “morreu a esperança”, dentre outros versos.
Existe um latente pessimismo niilista do autor no que concerne à nossa sociedade conseguir chegar, ou voltar, ao padrão de ética e decência política e social ideal, preocupação que é de todos nós.
Em contrapartida, exalta em muitos versos a vida e a necessidade de superarmos o “status quo” da humanidade, insistindo na espiritualidade do homem, na eternidade do amor e da poesia.
Entretanto, o autor não se prende a um só tema. Expande o seu talento em outras motivações, viajando, com muita competência, desde à metafísica da religiosidade e espiritualidade, até a dos gestos lascivos da temporalidade materialista do fraco ser humano, surpreendendo-nos a cada página virada.
Deslumbrado, talvez, um dia ― tal qual Vinicius de Moraes quando descobriu a liberdade de fazer versos brancos com a mesma qualidade e beleza dos seus versos clássicos, fugindo, assim, das limitações impostas pela métrica e pela rima ― produziu um polêmico poema que não consta deste livro, mas que causou, na época, reações injuriadas de muitos outros poetas que não o entenderam. Poema que a seguir descrevemos:
“ILUSÃO DA RIMA
Poeta, quando te livrares
da ilusão arcaica da rima
saberás compreender
o enigma que Ariadne,
a musa de Apolo
te soprar...
....então serás capaz
de alcançar uma obra-prima...
― Evan Do Carmo”
Percebeu-se depois, porém, que, como declarava o seu também ídolo Fernando Pessoa, o “poeta é um fingidor”. Na obra CATARSE este dito é comprovado através dos vários e bem elaborados versos rimados, como “ser humano”, “acordei”, “que meta, a física”, além do já citado e inspirado “soneto do amor improvável”, classicamente por ele conduzido, e do excelente e surpreendente “A Eliot”, poema onde o autor se supera e mais demonstra o seu elaborado talento.
Sorvendo a sabedoria dos escritos de Rimbaud, Goethe, Nietzsche, Fernando Pessoa, Saramago e de tantos outros grandes poetas e filósofos, Evan do Carmo soube criar o seu próprio estilo literário, original e brilhante.
Um dia, com certeza, a literatura brasileira reconhecerá a importância de sua obra, colocando-a no nível a que já deveria ter sido alçada no cenário nacional.
O livro CATARSE representa, em última análise, a síntese do amadurecimento literário de Evan do Carmo. Intenso, criativo, original e profundo.
Recomendo.
Ivanildo Batista Chaves. Poeta, autor das obras, Safira e Poliedro
Categorias: DramaEscatologiaPoesiaAntigo, Clássico E MedievalAntologiasShakespeare 
Palavras-chave: e, morte, poemas, superaÇÃo, vida

Sobre o autor

Mini
Evan do Carmo
Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 100 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos.
Palestras e oficinas literárias (61) 8413-0422

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